Tens pensado em começar uma terapia?
- Jesse Cardoso

- 4 de mar. de 2024
- 4 min de leitura
Atualizado: há 5 dias

O que você pode estar vivendo
Talvez você esteja sentindo que algo não vai bem, mesmo sem conseguir explicar exatamente o quê. Pode ser um cansaço que não passa, uma angústia insistente, conflitos que se repetem, dificuldades nas relações, ou a sensação de estar meio perdido em relação à própria vida.
Às vezes, o que mais incomoda não é um problema específico, mas um mal-estar difuso (algo que aperta, que desorganiza, que insiste em voltar). Se a ideia de começar uma terapia te atravessou, é possível que exista algo em você pedindo para ser escutado.
A terapia oferece um espaço para isso: falar no seu tempo, do seu jeito, sem a exigência de ter tudo organizado ou saber por onde começar.
Como a terapia pode ajudar
A psicoterapia é um tratamento realizado a partir da escuta de um profissional qualificado. É um espaço sigiloso e sem julgamentos, onde você pode falar livremente sobre o que te afeta (inclusive sobre aquilo que ainda não encontra palavras).
Ao longo do processo, vamos trabalhando as questões emocionais que estão ligadas aos sintomas, às angústias, aos medos e aos conflitos que produzem sofrimento. Cada atendimento é singular, porque cada pessoa carrega uma história própria, marcada por experiências familiares, sociais, culturais e territoriais diferentes.
Nem todo sofrimento nasce apenas do interior de uma pessoa. Há dores que se produzem no encontro com o mundo, com deslocamentos, com histórias herdadas, com modos de viver que não encontram lugar. Uma clínica que ignora isso corre o risco de transformar em problema individual aquilo que é também efeito de relações sociais e históricas.
A terapia não exige pressa. Aspectos difíceis da vida são acessados no seu tempo, à medida que o vínculo e a confiança vão se construindo. Não se trata de forçar o acesso a lembranças ou sentimentos, mas de criar condições para que, quando for possível, aquilo que dói possa ser dito e elaborado.
Um pouco sobre mim
Sou Jesse Cardoso, psicólogo clínico, mestre em Psicologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atualmente realizo minha formação em psicanálise na Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA).
Tenho dupla nacionalidade — uruguaia e brasileira — sendo o espanhol a língua materna. Ao me mudar para Porto Alegre, precisei lidar com outro idioma, outra cultura e outros modos de viver. Essa experiência de deslocamento me marcou profundamente e ampliou minha sensibilidade para as dificuldades e transformações vividas por quem se sente, de alguma forma, fora de lugar.
Na clínica, essa experiência se traduz em uma escuta atenta não apenas ao que é dito, mas também ao que fica nas entrelinhas, ao que parece óbvio demais para ser questionado, e ao que permanece silenciado. A partir do questionamento, torna-se possível abrir novos caminhos de compreensão, ampliar o autoconhecimento e produzir outras formas de se relacionar consigo e com o mundo.
Escolhi a clínica psicológica como profissão porque me identifico na função de promover saúde e acredito no poder das palavras, de como por meio da fala e da escuta é possível gerar grandes transformações. Ou, como diria Contardo Calligaris "Nenhuma terapia pode alterar os fatos de uma vida, mas pode, isso sim, alterar a narrativa dos fatos – e talvez isso seja decisivo.” E você, o que deseja mudar com o auxílio da psicoterapia? Quais mares precisa navegar? Quais desafios precisa de ajuda para enfrentar?
Se você tem curiosidade em saber como eu trabalho e qual é o referencial que sustenta a clínica, explico um pouco mais abaixo.
Referencial teórico
Minha prática clínica é fundamentada na psicanálise, em diálogo com a psicologia social.
A psicanálise é uma clínica não diretiva, que se aprofunda nas dinâmicas psíquicas inconscientes e aposta na singularidade de cada sujeito. Não trabalho com respostas prontas nem com modelos de normalidade. Cada processo é único, construído sessão a sessão, a partir da fala e da escuta.
O meu papel como analista é sustentar esse espaço, fazer perguntas, oferecer interpretações quando necessário e acompanhar o percurso de cada pessoa, respeitando seus tempos e modos de elaboração.
A psicologia social contribui para compreender como o sofrimento também é produzido nas relações sociais e históricas, ajudando a situar a experiência individual em um contexto mais amplo. Escutar, nesse sentido, é também um gesto ético de desnaturalizar o cotidiano.
Como começar
No primeiro encontro, conversamos sobre o que te trouxe até aqui. Eu me apresento, explico como funciona o meu trabalho e escuto a sua demanda. Não existe certo ou errado no que pode ser dito. A única proposta é falar livremente, tudo aquilo que vier à cabeça.
A partir daí, vamos construindo o percurso terapêutico.
Duração, frequência e modalidades de atendimento
As sessões duram em torno de 50 minutos, podendo, em alguns casos, terminar antes ou se estender um pouco mais, conforme a necessidade de cada encontro. A frequência é combinada individualmente, sendo mais comum uma sessão por semana.
Atendo presencialmente em Porto Alegre/RS e também de forma on-line, por meio de videochamada.
Como agendar uma sessão
Você pode entrar em contato comigo pelo WhatsApp ou pelo direct do Instagram. Fique à vontade para escrever, tirar dúvidas e conversar sobre a possibilidade de iniciar um processo terapêutico.
Jesse Rodriguez Cardoso
Psicólogo clínico | CRP 07/33956
Mestre em Psicologia Social (UFRGS)
Atendimento presencial em Porto Alegre e on-line





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